quarta-feira, 16 de maio de 2012

Brasil; Um país de todos? - Região Centro-Oeste

A desigualdade social diminuiu em 2010 passado no Brasil, mostram dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). O destaque negativo no indicador ficou com a região Centro-Oeste, única onde não houve redução. No Centro-Oeste, ainda convivem pessoas muito ricas e pessoas muito pobres, bem como regiões muito ricas e verdadeiros "corredores da miséria"


Os pesquisadores verificaram que maiores Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), proporção de pessoas vivendo em domicílios com banheiro e água encanada, despesa total com saúde por habitante e número de médicos por mil habitantes estavam associados a mortalidade infantil por causas evitáveis menos constante. Estes também eram menores nos municípios do Sul e Sudeste, se comparados aos do Centro-Oeste, evidenciando uma desigualdade geográfica.

ECONOMIA

A Região Centro-Oeste apresenta população urbana relativamente numerosa. No meio rural, entretanto, predominam desidades demográficas muito baixas, o que indica que a pecu extensiva é a atividade mais importante. A agricultura comercial, por sua vez, vem ganhando grande destaque nos últimos anos e já supera o extrativismo mineral e vegetal. As  atividades industriais, entretanto são ainda pouco expressivas.





PECUÁRIA
Possuindo em média mais de quatro cabeças de gado para cada habitante, o Centro-Oeste dispõe de um enorme rebanho, destacando-se o gado bovino, criado geralmente solto, o que caracteriza a pecuária extensiva. Esse tipo de criação dificulta o aproveitamento do leite e, assim, praticamente todo o rebanho é destinado ao corte e absorvido pelo mercado consumidor paulista e pelos frigoríficos do oeste do estado de São Paulo. Apenas no sul da região é que a pecuária leiteira apresenta maior expressão.
A vegetação do cerrado não é de boa qualidade para a alimentação animal e por isso os rebanhos têm baixo rendimento, produzindo pouca carne. Para contornar esse problema, recorre-se às chamadas invernadas, fazenda de engorda onde o gado passa um período para ganhar peso, muitas vezes com pastagens artificiais.
ESTRATIVISMO
Estrativismo mineral
As riquezas minerais do Centro-Oeste são ainda mal conhecidas, mas mesmo assim a região se projeta como possuidora de excelentes reservas de ferro, manganês, níquel, cristal de rocha, ouro e diamante. Embora abundantes, essas reservas são de baixa qualidade. Destinam-se ao abastecimento da usina siderúrgica Sobrás, em Corumbá, e o excedente é exportado para os Estados Unidos, Argentina e Uruguai.
Estrativismo vegetal
O extrativismo vegetal é uma atividade econômica importante sobretudo em áreas mais distantes dos grandes centros. Da Floresta Amazônica, extrai-se borracha e madeiras de lei, como mogno, cedro, imbuia e outras. No sudoeste de Mato Grosso extraem o angico e a poaia, cujas raízes fornecem matéria-prima para a indústria farmacêutica; no Pantanal, a espécie de maior aproveitamento é o quebracho, do qual se extrai o tanino, utilizado no curtimento do couro; e no sul de Mato Grosso do Sul alternam-se o extrativismo vegetal e plantações de erva-mate.
Estrativismo animal
O extrativismo animal, representado pela caça, não possui expressão comercial regular e oficializada. Entretanto, praticam-se intensamente as atividades extrativas ilegais. Entre os animais mais dizimados estão: a garças, caçadas por causa de suas penas; as lontras e ariranhas, devido à grande procura de suas peles no exterior; e os jacarés, cuja pele é utilizada na fabricação de cintos, bolsas, calçados etc.
AGRICULTURA

A prosperidade agrícola no Centro-Oeste, que se refletiu na renda e no
aumento discreto do emprego, no entanto não tem contribuído para aliviar os altos índices de desigualdade entre as pessoas ocupadas na agropecuária.
Estudo para o Centro-Oeste em 1980 ressaltava, em 1992, que “todos os resultados indicam que o processo de modernização, ao instaurar-se no Centro-Oeste,trouxe sérias consequências quanto à desigualdade de renda”.
Fica evidente que a modernização da agricultura goiana constitui-se em importante instrumento de crescimento econômico. Não foi capaz, contudo, de eliminar a pobreza rural e também não promoveu um equivalente crescimento, ao contrário, aumentou as desigualdades.
Resultados localizados e específicos, comentado acima, apenas reforçam a possibilidade de que a expansão do agronegócio esteja contribuindo para uma piora da desigualdade da distribuição dos rendimentos na região, aumentando a renda de grupos de pessoas ocupadas nas atividades em expansão, como a soja, enquanto que as atividades tradicionais não ofereceriam as mesmas possibilidades de aumento de rendimentos.


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